Quinta-feira, 22 de Março de 2012

Revisão de Textos

REVISÃO DE TEXTOS

Acadêmicos, literários e científicos


Revisão gramatical e ortográfica - Estrutura e fluxo do texto - coesão e coerência


R$ 3,00 (a lauda)

prazo a combinar



Aline Veingartner

Graduação em Letras/USP

revisao.alinevf@gmail.com

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

O que me angustia

Me angustiam esses pontinhos de poeira que só se tornam visíveis quando a luz do dia entra por uma fresta da janela, me angustio enquanto estou aqui estirado em minha cama olhando, olhando sem realmente ver e de súbito me brotam esses pontinhos místicos, melancólicos como a solidão anônima, esses pontinhos disparatados que pousam no meu chão, no meu carpete de marfim, e somem, simplesmente somem debaixo do meu nariz. Me angustiam as coisas que brilham e apagam, as coisas que vêm e se vão, as coisas que nascem e morrem, os pontinhos que brotam e somem. Me angustiam esses pontinhos de poeira que o vento traz e o meu quarto devora - para onde vão, afinal? De onde vieram. Com que intuito, se depois partem. Me angustiam as partidas, me angustiam as despedidas, me angustia você, que brotou e sumiu, meu amor, meu pontinho de poeira perdido no meu carpete de marfim. ®

Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

É terminantemente proibido o que farei a seguir

É terminantemente proibido o que farei a seguir - no entanto, eu o farei, eu assassinarei o texto, eu providenciarei que o leitor se sinta traído, ludibriado e quem sabe até ultrajado - é o que farei. Não tenho conhecimento de quem determinou que não se deve fazê-lo, se é uma questão de lei ou não, se está na constituição ou talvez na bíblia. Pode, quiçá, tratar-se apenas de bons costumes, princípios, burocracias subjetivas do gênero. Transcorrerei décadas, até a minha morte - se é que viverei tanto tempo - sem poder compreendê-lo. Mas há tantos delitos que não sabemos por que levam o nome: delitos. Perguntamo-nos, e nos perguntaremos sempre: é ilícito, mas por quê? E enfim. O que é, com efeito, relevante no presente texto, e que eu vinha dizendo anteriormente, é que pode o senhor leitor sentir-se atingido pela audácia de minhas palavras, que se encarregarão – as palavras, não eu – da transgressão: o assassinato do texto. Mas não revelarei o que tenciono revelar sem antes alertá-lo de meu crime, delito, ilegalidade, sem antes confessar a consciência do meu erro – ou acerto, dependendo do ponto de vista que se tem – não posso de maneira alguma dizê-lo, desvendar o que virá a seguir, sem preveni-lo, sem prepará-lo com as devidas cautelas, senhor leitor, para o meu ato de atrevimento, ou de minhas palavras. Palavras que possivelmente lhe soarão hostis, que podem vir aparelhadas para a guerra, rigorosamente armadas, palavras daquelas que surgem com armaduras, contra as quais ninguém é capaz: palavras em fúria. Saiba o senhor leitor que se tal for a impressão causada pelas palavras que virão a seguir, tal impressão não passa de um engano, uma ilusão, uma alucinação resultando do ato reflexo que todos nós contraímos ao entrar em contato com as brutalidades do mundo, as quais nos obrigam a nos posicionar sempre na defensiva e considerar qualquer gesto vindo de outrem um gesto mal-intencionado, ou ao menos ponderá-lo. Saiba ainda o senhor leitor que não há nada de buliçoso em minhas palavras - ainda que venha a parecer que haja – e que, se escrevo para revelar algo, o faço com bons propósitos. É óbvio que assassino o texto ao justificá-lo desse modo minucioso, tenho ciência de minha petulância, mas, se o faço, é por culpa das palavras, e não minha. Não me isento do largo crime que é o assassinato de um texto por meio de palavras aparentemente bárbaras; no entanto não me responsabilizo pelas suas ações e ressonâncias no senhor leitor – nisso não me envolvo, disso não me culpo. Não tenho culpa que haja palavras, que haja literatura, e que ela, literatura, não tenha finalidade, não queira chegar a lugar algum, e por essa razão encerro aqui o meu texto, enterro aqui o meu texto, senhor leitor, pois, desafortunadamente, não tenho nada a dizer com estas palavras, com esta "literatura". ®

Domingo, 4 de Dezembro de 2011

Bazar de Natal - O Canto das Artes






Nosso primeiro Bazar de Natal, e estamos preparando com muito carinho várias "fofuras" para presentear quem é especial para você! Opções a partir de R$ 8,00 como bonequinhas de pano, quando a ideia é apenas dar uma lembrancinha. Ou por R$ 160,00 um lindo espelho decorado com apliques para o quarto de uma menina bem "fashion" é uma boa opção para um presente bem especial.

Não deixe de dar uma passadinha em nosso bazar, você vai se encantar!